19.set.2016
Walk&Talk viaja até à Terceira e reflete sobre o património local
O Walk&Talk viaja pela primeira vez até a ilha Terceira e apresenta-se de 23 a 30 de setembro em Angra do Heroísmo, cidade património da UNESCO. Mais de uma dezena de artistas, criadores e peritos, intervenções inéditas na cidade, atividades em curso em cinco espaços, exposições, performances, cinema, workshops e conversas, completam um programa que terá como foco a reflexão em torno do património local.

Para a viagem até à Terceira, o Walk&Talk convidou os criadores Agostino Lacurci, Carolina Bettencourt, Fernando Roussado, Gustavo Ciríaco, João Miguel Ramos, Miguel Curiel, Nuno Nunes, Pantónio e Stanislava Pinchuk, aos quais se juntam os projetos e coletivos Arquiteturas Film Festival, Oficina do Cego e Bandidos e Nex. Além das quatro intervenções planeadas para espaços ao ar livre, as atividades do festival decorrem na Galeria W&T, que em Angra será na Praça Velha, Nr.º 10, na Casa do Sal, no Museu de Angra do Heroísmo, no Teatro Alpendre e no Núcleo de História Militar Baptista de Lima.


O contexto de Angra do Heroísmo sublinha a dimensão do património na vocação do Walk&Talk, festival que promove o entrosamento entre criação contemporânea e as especificidades naturais, culturais e huma-nas dos Açores. De que forma as artes e os seus protagonistas poderão contribuir para a vivência de uma ci-dade, cuja maior riqueza e unicidade dependem da preservação do seu património histórico, será a questão chave, o ponto de partida e de reflexão para esta primeira incursão do projeto. Sem ter a ambição de encontrar respostas, queremos testar hipóteses, reunir e confrontar visões, sobre a formação do património açoriano. E, em plena cidade património de Angra, abordar o papel das dinâmicas artísticas na sua fixa-ção, recriação e expansão permanentes.

A extensão do Walk&Talk à Terceira conta com os apoios da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Associação Cultural Burra de Milho, entre outros parceiros locais. Viajar pelo arquipélago permite envolver diretamente as outras ilhas na dinâmica e investimento do Walk&Talk. Quer como acontece agora com a extensão a Angra, quer num futuro próximo com a realização de itinerâncias, residências e projetos criados ao longo do ano, novamente em São Miguel e na Terceira ou noutras geografias do arquipélago.