14.set.2017
Walk&Talk na Terceira
O Walk&Talk viaja pela segunda vez até à ilha Terceira e apresenta-se de 29 setembro a 5 de outubro em Angra do Heroísmo, cidade património da UNESCO. Uma dezena de artistas, intervenções inéditas na cidade, atividades em curso em 3 espaços, exposições, performances, cinema, workshops e conversas, completam o programa.

Para a viagem até à Terceira, o Walk&Talk e o KWY de Ricardo Gomes convidam o coletivo Baldios (pt), Carolina Celas (pt) e Roberto Ciderz (it) para o circuito de arte pública, aos quais se juntam os projetos de Diana Marincu (ro), Jorge Jácome (pt), Miguel C. Tavares (pt) e Ligia Soares (pt). Além das intervenções planeadas para espaços ao ar livre, as atividades do festival decorrem no Museu de Angra do Heroísmo, no Núcleo de História Militar Baptista de Lima e na Biblioteca e Arquivo Regional de Angra do Heróismo.

Info Point e Loja W&T na Casa do Sal.



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O contexto de Angra do Heroísmo sublinha a dimensão do património na vocação do Walk&Talk, festival que promove o entrosamento entre criação contemporânea e as especificidades naturais, culturais e humanas dos Açores. De que forma as artes e os seus protagonistas poderão contribuir para a vivência de uma cidade, cuja maior riqueza e unicidade dependem da preservação do seu património histórico, será a questão chave, o ponto de partida e de reflexão para esta primeira incursão do projeto. Sem ter a ambição de encontrar respostas, queremos testar hipóteses, reunir e confrontar visões, sobre a formação do património açoriano. E, em plena cidade património de Angra, abordar o papel das dinâmicas artísticas na sua fixação, recriação e expansão permanentes.

A extensão do Walk&Talk à Terceira conta com os apoios da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e do Governo Regional dos Açores, entre outros parceiros locais, como o Museu de Angra do Heroísmo e a Biblioteca Pública e Arquivo Regional. Viajar pelo arquipélago permite envolver diretamente as outras ilhas na dinâmica e investimento do Walk&Talk. Quer como acontece agora com a extensão a Angra, quer num futuro próximo com a realização de itinerâncias, residências e projetos criados ao longo do ano, novamente em São Miguel e na Terceira ou noutras geografias do arquipélago.